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Projeto Bruno Vieira futuro jornalista

  • Foto do escritor: O PAPO
    O PAPO
  • 9 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

Alta dos alimentos no ano é a maior desde 2002; veja itens que mais subiram

Inflação das carnes passou de 4,25% em outubro para 6,54% em novembro, acumulando alta de 13,90% no ano; pesquisador vê substituição pelo frango, que também sofre pressão nos preços.


IPCA sobe 0,89% em novembro, a maior alta para o mês desde 2015


Os preços dos alimentos sofreram mais uma forte alta em novembro, de 2,54%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado de novembro, a alta acumulada de janeiro a novembro alcançou de 12,14% — a maior para um ano desde 2002, quando os alimentos subiram 19,47%.

Ainda faltando os dados de dezembro, no entanto, a inflação desse grupo deve fechar o ano ainda mais alta, já que os preços não dão sinal de arrefecimento.



Inflação dos alimentos no acumulado do ano — Foto: Economia G1


O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, enfatizou que o índice de difusão do grupo de alimentos passou de 73% em outubro para 80% o que, segundo ele, “demonstra um maior espalhamento da alta de preços entre os produtos alimentícios”.


“A gente tem os mesmos fatores que continuam influenciando na alta dos preços dos alimentos, como o câmbio num patamar mais elevado, que estimula as exportações; o preço de algumas commodities mais alto no mercado internacional e, pelo lado da demanda, ainda tem influência do auxílio emergencial”, explica.



Carnes pesaram no mês


A inflação dos alimentos de novembro foi a maior para um mês desde dezembro de 2019, quando ficou em 3,38%. Mas para meses de novembro, foi a maior desde 2002, quando ficou em 5,85%.


Carnes formam o item com maior peso na composição do indicador geral da inflação, com impacto de 0,18 ponto percentual no mês. A gasolina, que costuma ser o item de maior peso, foi a segunda maior influência em novembro, com impacto de 0,08 p.p., seguida pelo etanol, com impacto de 0,06 p.p.


A inflação das carnes passou de 4,25% em outubro para 6,54% em novembro, acumulando alta de 13,90% no ano. Já a do frango, passou de 2,41% em outubro para 5,17%, com o acumulado no ano ficando em 14,02%.


"Por causa do preço maior das carnes, pode estar ocorrendo substituição delas pelo frango, pressionando maior alta nos preços deste item", explicou Kislanov.


Inflação dos alimentos - mensal — Foto: Economia G1


Veja os 50 alimentos que mais subiram no acumulado do ano até novembro



  1. Óleo de soja: 94,1%

  2. Tomate: 76,51%

  3. Arroz: 69,5%

  4. Feijão-macáçar (fradinho): 59,97%

  5. Batata-inglesa: 55,9%

  6. Laranja-lima: 55,64%

  7. Pimentão: 49,75%

  8. Batata-doce: 46,57%

  9. Morango: 42,49%

  10. Feijão-preto: 40,75%

  11. Peixe-tainha: 38,77%

  12. Repolho: 36,09%

  13. Cenoura: 34,41%

  14. Feijão-mulatinho: 32,6%

  15. Fígado: 31,07%

  16. Maçã: 30,2%

  17. Carne de porco: 30,05%

  18. Banana-maçã: 28,2%

  19. Costela: 26,4%

  20. Mandioca (aipim): 26,25%

  21. Açaí (emulsão): 25,41%

  22. Coentro: 25,09%

  23. Leite longa vida: 24,97%

  24. Laranja-baía: 24,08%

  25. Alface: 23,38%

  26. Músculo: 22,92%

  27. Salsicha em conserva: 22,45%

  28. Abobrinha: 22,31%

  29. Peito: 22,13%

  30. Tangerina: 22,09%

  31. Banana-d'água: 21,59%

  32. Laranja-pera: 21,29%

  33. Pera: 21,1%

  34. Mamão: 20,99%

  35. Açúcar cristal: 20,54%

  36. Pepino: 19,32%

  37. Peixe - pintado: 19,29%

  38. Peixe - filhote: 18,63%

  39. Linguiça: 17,87%

  40. Cupim: 17,65%

  41. Manga: 17,24%

  42. Salame: 17,02%

  43. Cimento: 17,02%

  44. Acém: 16,27%

  45. Leite em pó: 15,54%

  46. Cebola: 15,12%

  47. Brócolis: 15,08%

  48. Limão: 14,84%

  49. Lagarto comum: 14,81%

  50. Peixe - corvina: 14,31%


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