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Projeto Bruno Vieira futuro jornalista

  • Foto do escritor: O PAPO
    O PAPO
  • 29 de jun. de 2021
  • 5 min de leitura

Teve o celular roubado? Veja como proteger acesso a apps de bancos e saiba os direitos dos correntistas.

Quadrilhas têm conseguido acessar aplicativos de aparelhos desbloqueados para fazer transferências bancárias indevidas. Veja dicas de segurança para proteger senhas e dados pessoais e orientações sobre o que fazer se o smartphone for roubado ou furtado.

Por G1

Vereador de SP tem celular roubado e ladrões limpam conta bancária


O Procon-SP notificou no dia 18 junho instituições financeiras e as entidade que representam o setor, pedindo explicações sobre métodos de segurança, exclusão de dados de forma remota e rastreamento de operações disponibilizados aos clientes vítimas de furto ou roubo. Os fabricantes de smartphones também foram notificados para explicarem sobre os dispositivos de segurança dos aparelhos para desbloqueio e acesso às informações.

Em nota, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que os aplicativos "contam com o máximo de segurança em todas as suas etapa" e que "não existe qualquer registro de violação" dessa segurança.



Como se proteger?


Para se proteger desse tipo golpe, é fundamental redobrar os cuidados com as configurações de segurança do celular e dos aplicativos. Isso porque o aparelho guarda muitas informações que podem permitir que os criminosos recuperem ou mudem as senhas usando, por exemplo, dados armazenados em e-mails, redes sociais ou outras ferramentas disponíveis no smartphone.

O presidente da Associação Brasileira de Proteção de Dados (ABPDados), Renato Opice Blum, explica que, quando um aparelho é roubado desbloqueado, fica mais fácil para os bandidos violarem certas medidas de segurança ou redefinirem senhas de acesso.



"Em tese, se o celular tiver bloqueado, com uma senha relativamente complexa e com a atualização do sistema operacional, isso por si só já impediria ou deixaria muito difícil o acesso indevido. Mas se o criminoso acessar o celular, ele vai ter também acesso ao SMS da pessoa, muitas vezes ao email e pode conseguir alterar as senhas ou receber a dupla autenticação para ingressar nos aplicativos", afirma.



Veja abaixo dicas de especialistas e recomendações da própria Febraban:


  • Use sempre uma configuração de bloqueio da tela de início do celular e opte pela opção de bloqueio automático mais rápida (30 segundos, por exemplo);

  • Mantenha o sistema operacional do celular atualizado e verifique sempre se há atualizações de aplicativos pendentes;

  • Nunca utilize o recurso de “lembrar/salvar senha” em navegadores e sites;

  • Jamais anote senhas em blocos de notas, e-mails, mensagens de WhatsApp ou outros locais do celular;

  • Procure usar senhas fortes e não repetir o código de acesso ao seu banco para uso em outros aplicativos, email ou sites de compras;

  • Utilize ferramentas de segurança adicionais como biometria, reconhecimento facial e dupla autenticação (a segunda senha) em apps e também o email;

  • Nas configurações do aparelho, desative as notificações e funções que são exibidas independentemente do bloqueio de tela inicial;

  • Coloque um PIN também no chip do celular. Dessa forma, se o aparelho for reiniciado, será necessário inserir o código pessoal para uso da linha e envio e recebimento de SMS.




O que fazer se o celular for roubado?


A primeira providência a ser tomada no caso de roubo ou perda, estando o aparelho desbloqueado ou não, é apagar os dados remotamente. Isso pode ser feito acessando as páginas que a Apple (no caso do iPhone) e o Google (para celulares com o sistema Android) criaram para localizar dispositivos perdidos.



  • Veja como fazer no iPhone

  • Veja como fazer no Android


Só depois de ter os dados apagados, comunique a operadora de que o aparelho foi roubado, para que sua linha seja bloqueada. Se você fizer isso antes de deletar os dados e a linha for cancelada e seu smartphone ficar sem internet, o comando para limpar o dispositivo não vai chegar.

As entidades de defesa do consumidor recomendam ainda entrar em contato com o banco para o bloqueio do app e da conta, e que seja registrado também um boletim de ocorrência.

Em resumo, a vítima deve:



  • acessar as páginas criadas pela Apple (no caso do iPhone) e pelo Google (para celulares com o sistema Android) para limpar todo o conteúdo do aparelho de maneira remota.

  • Notificar imediatamente o banco para que medidas de segurança sejam adotadas, como bloqueio do app do banco, da senha de acesso e da própria conta;

  • avisar à operadora de telefonia para o bloqueio imediato do chip e do Imei (Identidade Internacional de Equipamento Móvel); a partir do bloqueio, o aparelho ficará impedido de conectar a redes móveis;

  • trocar as senhas e as configurações de autenticação das contas e dos aplicativos instalados no smartphone, incluindo redes sociais e e-mail;

  • Acessar a ferramenta Registrato do Banco Central para verificar se os seus dados não foram utilizados para abertura de contas ou empréstimos.




VÍDEO: Saiba o que fazer se seu celular for roubado


Vítima pode pedir ressarcimento do banco, diz Idec


O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) afirma que é responsabilidade dos bancos garantir a segurança dos aplicativos e das operações financeiras e explica que as vítimas que tiverem suas contas limpas por esse tipo de golpe têm direito a pedir ressarcimento de um eventual prejuízo.


"O consumidor pode e deve entrar e contato com o banco para ser ressarcido, inclusive porque o banco tem todo o aparato tecnológico para identificar movimentações sucessivas ou em valor considerável que fogem do padrão da pessoa, e tem condições de bloquear esse tipo de transação", afirma o advogado do Idec Michel Roberto de Souza.



Segundo ele, cabe ao banco comprovar que não existiu alguma falha de segurança e que a culpa teria sido exclusiva do consumidor.

Os consumidores que enfrentarem algum problema com o banco neste tipo de situação podem fazer também uma reclamação contra a instituição financeira no site do Banco Central e no Procon.


"Sempre há a possibilidade também de entrar com uma ação no juizado especial de pequenas causas e no valor e até 20 salários mínimos a pessoa não precisa ser acompanhada de um advogado, pode se dirigir pessoalmente", lembra Souza.


As entidades de defesa do consumidor cobram também explicações dos bancos e das operadoras sobre eventuais brechas de segurança.

“O Procon-SP quer saber qual o grau de confiabilidade dos sistemas de segurança e proteção das operadoras, plataformas e bancos, já que muitas fraudes estão sendo praticadas”, afirmou, em nota, o diretor do órgão, Fernando Capez. “Além disso, é essencial que essas empresas ofereçam um acesso eficaz para que aquela pessoa que teve seu celular furtado ou roubado seja atendida de imediato”, acrescentou.

O Procon-SP informou que pretende disponibilizar uma central com as orientações para o consumidor se proteger das fraudes bancárias. A ideia é que consumidor possa acessar um único número para fazer todos os bloqueios.


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Site blog: www.Bruno Vieira futuro jornalista.com.br

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