Projeto Bruno Vieira Futuro Jornalista
- O PAPO
- 11 de jul. de 2022
- 3 min de leitura
Tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu é assassinado na própria festa de aniversário; polícia investiga se o crime teve motivação política.
O assassino, Jorge José da Rocha Guaranho, tem 38 anos e está internado em estado grave - ele é policial penal federal e foi autuado em flagrante. Autoridades, partidos, políticos e pré-candidatos à Presidência da República se manifestaram em repúdio veemente ao assassinato de Marcelo Aloizio de Arruda.
Por g1

O assassinato do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Aloizio de Arruda, chocou o Brasil. Ele foi morto a tiros na festa de aniversário dele. O atirador é Jorge José da Rocha Guaranho, policial penal federal e apoiador do presidente Bolsonaro. A polícia investiga se o crime teve motivação política.
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Marcelo Arruda registrou numa rede social, pouco antes do crime, imagens da festa em que ele comemorava com família e amigos seu aniversário de 50 anos. O tema era o PT e o ex-presidente Lula. A esposa de Marcelo disse que, por volta da meia-noite, um homem chegou ao local, sem ser convidado, gritando palavras de ordem. O policial foi identificado como Jorge José Guaranho.
“Ele estava manobrando o carro e de repente ele abre o vidro e começou a falar palavras desta ordem ‘PT lixo, Lula ladrão, Bolsonaro’… Enfim, neste aspecto. Foi quando o Marcelo foi conversar com ele falando para ele sair, porque ali era uma festa particular, que só tinha família e ele sacou da arma e apontou para o Marcelo e eu até intervir, tentando apaziguar a situação. Ele estava com a esposa e o filho bebê dentro do carro. A esposa pediu para que ele parasse também, mas ele estava muito alterado”, relata Pamela Suellen Silva, esposa de Marcelo.

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Repórter: Ele gritava o quê? Pamela: Bolsonaro, Bolsonaro… E agredia, falava palavras contra o Partido dos Trabalhadores, contra o PT, enfim aquela rivalidade extremista, né, que existe.
“Ele foi e voltou e nisso ele falou para o Marcelo: 'Eu vou voltar, eu vou voltar e o Marcelo'. E ele saiu com o carro e, poucos minutos depois, ele retornou mesmo, e quando ele retornou, ele saiu do carro atirando já. E o Marcelo estava armado. Ele já ficou atento. Ele foi no carro, a arma dele estava no carro, porque ninguém estava esperando isso. Nós estávamos no aniversário dele. Aí ele falou: 'Não esse cara vai voltar' e realmente ele voltou. Marcelo defendeu todos que estavam lá, infelizmente nós perdemos ele", descreve Pamela.
O boletim de ocorrência atesta que, segundo todas as testemunhas ouvidas, o "atirador identificado como Jorge desceu do carro e, aos gritos, dizia : 'Aqui é Bolsonaro'. Que 20 minutos depois ele voltou ao local com uma arma em mãos, que a esposa de Marcelo, Pamela, se identificou como Policia Civil, que Marcelo sacou sua arma de fogo e também se identificou como guarda municipal, e que Jorge, ignorou isso e efetuou os dois primeiros disparos".

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