Projeto Bruno Vieira Futuro Jornalista
- O PAPO
- 27 de jul. de 2022
- 2 min de leitura
FMI vê alta maior do PIB brasileiro em 2022, mas previsão para 2023 recua; projeções globais pioraram.
Ainda assim, crescimento brasileiro este ano deve ser menor que o de quase todos os países que tiveram os dados revisados nesta terça: apenas a Alemanha (1,2%) e a Rússia (-6%) devem ter desempenho pior.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou nesta terça-feira (26), para 1,7%, a estimativa para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil este ano. Em relatório divulgado em março, a previsão era de uma alta de 0,8%. Três meses antes, a estimativa era ainda menor, de alta de 0,3%.
A revisão do PIB brasileiro deste ano foi na contramão dos dados globais – para a economia mundial, o fundo reduziu a previsão de crescimento em relação ao relatório de março, de 3,8% para 3,2%.
Mesmo assim, o crescimento brasileiro este ano deve ser menor que o de quase todos os países que tiveram os dados revisados nesta terça: apenas a Alemanha (1,2%) e a Rússia (-6%) devem ter desempenhos piores este ano. Fica atrás também da estimativa para a América Latina e Caribe, que deve crescer, como um todo, 3% este ano. (veja as estimativas para os demais países e regiões mais abaixo)

Estimativas para 2023
Já para o próximo ano, a estimativa para o Brasil seguiu a tendência global, e também recuou. De uma alta esperada de 1,4% no relatório de março, o FMI agora vê uma expansão de apenas 1,1%.
Em todo o mundo, a piora nas estimativas foi um pouco mais acentuada: o fundo estima um crescimento e 2,9% do PIB em 2023, 0,7 ponto percentual abaixo do esperado no relatório de janeiro.
Estimativas do FMI para o PIB de 2022 e 2023 — Foto: Economia g1
Explicações para a piora
De acordo com o FMI, a economia global teve contração no segundo trimestre deste ano, puxada principalmente pela Rússia (por conta da guerra na Ucrânia e das sanções aplicadas pelos demais países) e pela China (onde longos períodos de lockdowns para conter a pandemia da Covid-19 prejudicaram as atividades).

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